Quando um paciente preenche e assina uma ficha digital, como você tem certeza de que foi ele mesmo — e não outra pessoa usando o celular dele? Para a maioria dos atendimentos de rotina, a assinatura eletrônica simples com evidências técnicas é suficiente. Mas para procedimentos de alto risco ou documentos com maior exposição jurídica, existe um nível adicional de segurança: o OTP.
O que é OTP?
OTP significa One-Time Password — senha de uso único. É o mesmo mecanismo usado por bancos quando enviam um código de 6 dígitos por SMS para confirmar uma transferência.
No contexto de fichas clínicas, o OTP funciona assim:
- O paciente acessa o link da ficha
- Antes de conseguir assinar, ele precisa inserir um código enviado ao celular cadastrado (por WhatsApp ou e-mail)
- Somente após inserir o código correto a assinatura é aceita
Isso cria um vínculo entre a assinatura e um número de telefone ou e-mail específico — provando que o titular daquele contato participou ativamente do processo.
Por que isso aumenta a segurança jurídica?
A assinatura eletrônica simples prova que alguém com acesso ao link preencheu e assinou o documento. O OTP vai além: prova que a pessoa que preencheu também tinha acesso ao número de celular ou e-mail cadastrado para aquele paciente.
Em termos jurídicos, isso reduz a possibilidade de uma contestação baseada em "não fui eu que assinei" — porque o assinante precisou ter o celular em mãos no momento exato da assinatura.
Quando usar OTP em fichas clínicas?
O OTP não precisa ser exigido em todos os atendimentos. Considere usá-lo em situações de maior exposição:
Procedimentos de alto risco ou custo elevado
Implantes dentários, harmonizações com preenchedores em áreas de risco vascular, cirurgias estéticas — qualquer procedimento onde uma contestação posterior teria impacto financeiro ou reputacional significativo.
Pacientes novos
Para o primeiro atendimento, especialmente quando o paciente assina remotamente (sem estar fisicamente na clínica), o OTP oferece uma camada extra de verificação de identidade.
Contratos terapêuticos em psicologia
Quando o contrato é enviado antes da primeira sessão e assinado remotamente, o OTP confirma que o titular do contato foi quem concordou com os termos.
Menores de idade
Para confirmar que o responsável legal (e não o próprio menor) assinou o consentimento.
OTP por WhatsApp vs. por e-mail
Ambos são válidos. A escolha depende do que você tem cadastrado do paciente:
- WhatsApp: mais rápido para o paciente, maior taxa de entrega, mais familiar
- E-mail: útil quando o número de celular não foi confirmado ou quando o paciente prefere esse canal
O Gestgo suporta OTP tanto por e-mail quanto por WhatsApp (via integração com Evolution), e você escolhe qual exigir por tipo de formulário ou por protocolo.
O modo totem (quiosque)
Para clínicas que preferem que o paciente preencha na recepção, o Gestgo oferece o modo quiosque: um tablet com a URL /l/seu-slug?kiosk=1 abre a lista de fichas disponíveis. O paciente seleciona, preenche e assina — e a tela limpa automaticamente para o próximo atendimento.
Nesse cenário, o OTP funciona como confirmação de identidade mesmo para preenchimento presencial: o paciente recebe o código no próprio celular e insere no tablet.
Resumo
| Situação | Assinatura simples | OTP recomendado |
|---|---|---|
| Anamnese de rotina | ✓ | Opcional |
| Procedimento de alto risco | ✓ | ✓ |
| Contrato de valor elevado | ✓ | ✓ |
| Paciente novo, assinatura remota | ✓ | ✓ |
| Menor de idade | ✓ | ✓ |
O OTP é uma ferramenta de segurança adicional — não um substituto para uma boa ficha e uma assinatura com evidências. Use-o nas situações em que o risco justifica o passo extra de verificação.
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