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Psicologia

Contrato terapêutico digital para psicólogos: o que precisa constar

Saiba o que deve constar no contrato terapêutico, como usar a versão digital com validade jurídica e quais cláusulas protegem o psicólogo em caso de conflito.

O contrato terapêutico é a base da relação entre psicólogo e paciente. Ele define as regras do atendimento, protege ambas as partes e é exigido pelo Código de Ética Profissional do Psicólogo (CFP) como parte das boas práticas clínicas.

Apesar disso, muitos psicólogos ainda atuam sem contrato formalizado — ou com um documento tão genérico que não oferece proteção real em situações de conflito.

O que diz o CFP sobre o contrato terapêutico?

O Código de Ética do CFP não exige um modelo específico de contrato, mas determina que o psicólogo deve informar ao cliente, antes do início do atendimento, sobre as condições da prestação de serviço, honorários, cancelamentos e sigilo.

A Resolução CFP nº 11/2012 (atendimento online) e as diretrizes de boas práticas reforçam a necessidade de formalizar essas informações por escrito.

O que deve constar no contrato terapêutico?

Identificação das partes

  • Nome completo, CPF e contato do paciente (ou responsável, para menores)
  • Nome, CRP e contato do psicólogo

Modalidade e frequência dos atendimentos

  • Presencial, online ou híbrido
  • Frequência (semanal, quinzenal, etc.)
  • Duração das sessões

Honorários e forma de pagamento

  • Valor da sessão
  • Data de vencimento
  • Formas de pagamento aceitas
  • Política para sessões não realizadas por inadimplência

Política de cancelamento

  • Prazo mínimo de aviso para cancelamento sem cobrança (geralmente 24 ou 48 horas)
  • O que acontece em cancelamentos fora do prazo

Sigilo e seus limites

  • Confirmação de que as informações são sigilosas
  • Exceções legais ao sigilo (risco de vida iminente, ordem judicial, notificação compulsória)

Atendimento a menores

  • Se o paciente for menor de 18 anos, quem são os responsáveis legais e qual o grau de acesso deles às informações do atendimento

Registro e armazenamento de dados (LGPD)

  • Quais dados são coletados
  • Para que são usados
  • Por quanto tempo serão armazenados
  • Como o paciente pode solicitar acesso ou exclusão

Assinatura e data

  • Assinatura de ambas as partes com data

Por que usar o contrato digital?

O contrato terapêutico em papel tem um problema prático: para atendimentos online, como o paciente assina? Muitos psicólogos pedem para imprimir, assinar, fotografar e enviar — um processo que resulta em documentos de baixa qualidade e difíceis de armazenar.

O contrato digital resolve isso: o paciente acessa um link, lê o contrato no celular, preenche os campos necessários e assina com o dedo. O psicólogo recebe um PDF com assinatura e evidências técnicas (data, hora, IP, hash do documento).

Vantagens práticas

  • Antes da primeira sessão: envie o link por WhatsApp ou e-mail para o paciente assinar com antecedência, sem ocupar o tempo de sessão com burocracia
  • Para atendimentos online: funciona perfeitamente sem necessidade de impressão
  • Rastreabilidade: você sabe exatamente quando o contrato foi assinado e por qual dispositivo
  • Armazenamento: todos os contratos ficam centralizados e acessíveis para consulta

Erro comum: contrato genérico baixado da internet

O maior risco é usar um modelo genérico que não reflete sua forma de trabalho. Se sua política de cancelamento é de 24 horas mas o contrato diz 48, o documento não te protege — e pode ser usado contra você.

Revise cada cláusula antes de usar e adapte para a sua realidade clínica. Se tiver dúvidas sobre questões legais específicas, consulte um advogado especializado em direito digital ou de saúde.

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